Poemas declamados

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07 janeiro, 2009

««Ramo com fita escarlate««



De manhã, por entre azinheiras
Olho o tempo, olho o espaço
Recordo uma vida inteira
Uma flor cai no meu regaço.

Ato essa flor com um laço
Uma fita de cetim escarlate
Junto-lhe margaridas, papoilas, rosmaninho
Um papel em tom de chocolate
E ofereço-te este raminho

Para que sintas seu cheiro
Perfumo-o com flores silvestres
Umas hastes do velho sobreiro
E umas gotas de amoras silvestres

Neste ramo campestre
Ponho toda a minha arte
Parece pintura rupestre
Meu ramo atado com fita escarlate.