Poemas declamados

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01 abril, 2010

««Tempo de Páscoa numa igreja caótica.««


Não faz sentido, é tempo de Páscoa
Olho em redor e deixei de lhe encontrar significado
Em cada página de jornal, salta à vista o pecado
Aquele que teimam em apontar, há toa

Nas homilias omissas e submissas
Em cada sinal da cruz, atacam o pecador
A mulher que aborta num mar de dor
Aquela que quer liberdade sobre as agruras

Um desviar de atenção, desculpem mas estou em dia não
Não, não pensem que é um não qualquer
É um não de mãe e mulher
A quem roubaram o acreditar, na suposta absolvição

Daqueles que tinham o dever, de ensinar a arte de amar
Funcionários de uma igreja caótica, cheia de mofo e bafio
Cheira a estrume, desculpem mais uma vez o meu arrepio
Em cada noticia sobre pedofilia, em cada tentar abafar

Que aquilo que mais tresanda numa igreja caótica
Não é o laxismo comum àqueles a quem chamam inferiores
Num sinal da cruz ou num credo imperfeito se escondem os crimes
Estará Jesus olhando o mundo numa Paixão, simbólica.

Quem sabe não fique pedra sobre pedra
Quem sabe aqueles que deviam defender a igreja
Sejam o seu desmoronar de bandeja
Porque os caminhos são tortuosos e a igreja se esquece de ser Cátedra.

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