Poemas declamados

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21 abril, 2010

«« Deriva ««


Não me deixes à deriva
Fico como o vento suão
Sem ter norte, sem ter chão
Sem restolho para beijar
Sem montado para acariciar

Não me deixes à deriva
Sem noticias, sem sinal
Pareço rio sem água
Rebanho que morre à mingua
Numa seca infernal

À deriva não me deixes
O norte onde é que fica
Enleiam-me as saudades
Até o vento geme em suplica

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