Poemas declamados

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08 abril, 2010

«« A lua e o pastor ««



Uma lua minguante, a debilidade esfumada
Uma lua minguante é sinal de fim de ciclo
A debilidade esfumada na lua crescente inebriada
Lá vem a lua nova, já vem a caminho

Quem p´rá lua olhar de madrugada
Verá um braçado de lenha, carregado por um velho
Dizem que é o moiral da noite esgotada
Espera… acabo de ouvir a cegonha no ninho

E acabo de ouvir ao longe o pastor, assobia ao cão
O rebanho espera agitado, que o pastor abra a cancela
E saltam as ovelhas aos prantos, méeeee… o dia se revela
No horizonte espreita a lua ensonada

Lua, lua, minha madrinha, agora já é de manhãzinha
Vai dormir lua redonda, pisca o olho ao sol em brasa
Deixa-o entrar pela fresta da janela, senão atrasa
O pastor que vai p´rá lida, lá está ele na lua, e vai sozinho

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