Poemas declamados

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15 setembro, 2010

«« Porquês ««


Perco nem sei o quê
A pensar no que não tenho
Por medo ou falta de engenho
Por tardarem as marés

Nos meus olhos
Brilham estrelas
Só eu consigo vê-las
Penso tanta vez
Que todos os meus porquês
Na cauda das estrelas voam
Porque será que magoam
Numa indiferença, contida
Numa razão destemida
Estrelas vejo aos molhos
Na cauda dos meus sonhos
Vagueiam horas ruins
Outras parecem rubis
Vermelhos de sangue vivo
Nada mais são que gemido
No medo da solidão
Sei que tenho o meu quinhão
Sozinha estou agora
Sempre que tarda a hora

E os porquês me visitam
Olho a cama nua
De seguida espreito a rua
Só os porquês se aproximam.