Poemas declamados

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14 setembro, 2010

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Julgo, sempre que olho o espelho
Aponto o dedo acusador
Porque corres atrás de dores
Se o tempo é tão mau actor
As dores são como os amores
Não se buscam, não se colhem
Tão pouco se cativam
Aos poucos nos consomem
Somente grainhas ficam

Julgo sempre que olho o espelho
Que o sol nasceu enfim
O espelho dá-me um conselho
Lá no fundo tem dó de mim.

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