Poemas declamados

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12 setembro, 2010

«« Atraso ««


Atraso é silhueta que se esfuma
Por entre espera que agoniza
É vaga que martiriza
Por isto, ou por coisa alguma

Atraso pode ser revoada
Abundância de sorte
Um passo p´ra norte
Ou porta de entrada
De coisa nenhuma
Nuvens de espuma
Em areias virgens
Pode ser vertigens
Um vale em branco
E outro tanto
Pode ser remédio
Um termo intermédio
Para apaziguar
Este, ou aquele olhar.

Atraso, pode ser magoito
E até o dia
Pode ser revelia
De um crer afoito

Pode ser a noite
De um olhar vão

1 comentário:

Luís Coelho disse...

Um atraso pode ser mesmo um olhar em vão porque o que procurávamos já passou.
Um atraso poderá se a nossa hora da sorte ou do azar porque estávamos no local errado e à hora errada.