Poemas declamados

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01 maio, 2010

«« Poema de nada ««


Se eu um dia escrever um poema de nada
Não me olhem com ar pasmado, ou indolente
Tão pouco me vejam, pedaço de gente
No dia em que escrever um poema de nada

Será o nada de um vazio, estarei de abalada
Para além da vista, para lá do poente
Simplesmente virei-me de frente
Para uma curva escura e apertada

Sumir-me-ei numa nesga de sol em prol
Das ideias que por cá ficarão
Aproximar-me-ei pé ante pé de um velho farol

Escreverei na sua lanterna com sofreguidão
Antes de fechar os olhos ao virar da curva
Redigirei nada, lá atrás os versos, a minha paixão

1 comentário:

Rui Valdemar disse...

Gostei muito do que li!! ;D