Poemas declamados

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17 maio, 2010

«« Versos ««


Não me peçam para fazer versos
Versos o que são, são o vento
Que desliza no meu pensamento
São a nuvem que passa, talvez os beijos

Que o montado recebe dos braços
Da sorte quando troveja e o céu é cinzento
Desfaz-se o relâmpago, em pranto
Parte-se em dois o sobreiro aos pasmos

Versos,que será que são, será o ensejo
Será o meu verso, dia que passa sem sombra
É o sol escaldante do meu Alentejo

É a ceara que falta nas terras de sobra
É o som estridente de um melro, realejo
O meu verso, é terra seca de ponta a ponta.

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