
Olhos no chão, desliza a areia movediça
Parece que espreita por detrás da cortina
Não me recordo sem tem vida divina
Tudo o que escrevo, parece caliça
Que se desprende com alguma preguiça
Olhos no chão desliza a bailarina
É uma rima que sai da rotina
Espreguiça-se feito carniça
Que encobre barriga com fome
Olhos no chão, o que escrevo não sei
Nem perco tempo pensando o que é
Escrevo e gosto de chamar pelo nome
Um verso rafeiro que sempre amei
Tudo o que escrevo é meu lamiré.
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