Poemas declamados

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14 maio, 2010

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Ergo as mãos aos céus em prece
Peço que as pedras rolem ligeiras
Peço que me vejam de mil maneiras
O tempo passa mas não desvanece

A sombra no olhar de quem reconhece
Que é nada, e o nada é ribanceira
Por onde subimos a vida inteira
Para logo descer, assim acontece

Ergo as mãos aos céus, rogo-te a ti
Que não sei quem és, a força que tens
Comanda a sorte, será que eu a vi

Estampada no rosto, lá de onde vens
Sorte maldita, bendita, desdita, ai…
Que será das pedras que me são reféns

1 comentário:

Assinatura eletromagnética disse...

Parabéns pela sua escrita. Abraço