Poemas declamados

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03 novembro, 2010

«« Sono ««


Na ponta do meu olhar um ensejo
Amparado pelo medo de estar só
Eu sei, mas não quero e a seguir vejo
O momento fingindo não ter dó

Ao longe a musica de um realejo
Que me chega trazida pelo pó
De um livro onde as letras já não vejo
São meus olhos querendo fazer ó-ó

É meia noite, são horas de dormir
O mundo num silêncio frio e assombroso
Ao longe aquele cão continua a latir

O seu ladrar chega-me num eco malicioso
Agora o momento está mesmo a sorrir
O sono paira no teto, o vaidoso!

1 comentário:

Luís Coelho disse...

O sono paira no teto, o vaidoso!

Quantas noites em que o sono sorri do tecto e o latir dos cães nos enche de medos.

Um soneto bonito e musical.