Poemas declamados

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20 novembro, 2010

«« Nadas ««


Sinto num silêncio quieto
Em mim o teu olhar preso
Sendo pouco por entre nadas
São águas amainadas
No pequeno universo
Do meu mundo inquieto

Sinto numa boca fechada
Um minuto de atenção
Preso no meu fluir
Que me leva a sentir
O toque da tua mão
Na minha cara gelada

Nesta tarde de Outono
Onde o frio bate à porta
No silêncio do meu crer
Meu amor ouvi dizer
Que o nada pouco importa
Se tornarmos o abandono

Num coreto de jardim
Onde dançaremos
Uma valsa entrançada
Pelos nadas de nós dois
Vás ver que viram sóis
Aquecendo a madrugada

Finalmente descansaremos
Sem nadas ou frenesim

1 comentário:

Luís Coelho disse...

São esses pequenos nadas que nos deixam um agradável sabor na boca.
São também conforto para o coração. É maravilhosa essa música suave e que se prolonga dias e dias com vida dentro de nós.