
Vazio aldrabado
Ao lado o poente
Estou só, alheado
Ao lado, o presente
Um segundo, afinal
É uma hora vazia
Raquítica, está mal
Sou só, quem diria
Preciso de tudo
O tudo se vai
Num gesto difuso
Ergo a mão, logo cai
Na terra, um sonho
Ilusão descontente.
2 comentários:
[que óptimo reaprender a ler um poema em voz alta; requer prática e caminho... e as suas palavras vão de bem com a brisa, confirmado pela própria!]
um imenso abraço
Leonardo B.
Muitos dias e muitas horas estamos sós,vazios,perdidos no tempo que se vai.
Acordamos carentes, queremos tudo, mas as mãos caem, não sabem que o presente é um vazio aldrabado
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