Poemas declamados

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15 junho, 2010

«« II Recordações ( O peso das minhas duvidas««


Pesam-me os sonhos
Num descabelar constante de medos e anseios
Pesam-me os dias cinzentos
Pesam-me os dias risonhos

Chegada a hora de te sentir
Num pulsar emocionante

Um olá, ou um então como vais
Está calor por aí. Aqui choveu o dia todo,
Conversa de breve período
Um silêncio, igual a tantos mais
De seguida algumas frases banais
De novo o silêncio
Desta vez a respiração acelera
O que será que me espera
Meu amor tenho saudades tuas
Já não te vejo faz tantas luas

Pesam-me os dias risonhos
Perdidos nas recordações

De manhã ao acordar
O telefone toca por breves instantes
Tão breves, que nada é como antes
Estou… uma voz agastada faz-se soar
Em resposta um bom dia a entoar
Só se for para ti
Estou farto de mim. E acho que muito mais de ti
Um aperto no peito
Que coisa sem jeito
O dia amanhece
Tudo se esvai, quem não enlouquece.

Pesam-me os dias cinzentos
Roubaram-me os sonhos.

Recordações são cobiças
São lamparinas mortiças
Amigas, e inimigas
Recordações são nuances abstractas .

Por onde o pensamento adormece.

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