Poemas declamados

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16 outubro, 2009

«« O amor és tu ««



A aresta perfeita do ferro em brasa
O bocado de barro na mão do oleiro
A cinza que mantêm vivo o braseiro
O pássaro ferido que avista a casa

É olhar e ver o inteiro
Erros e virtudes na mesma balança
O eixo do meio que equilibra a temperança
Em pratos iguais pedaços de cheiro

Dançar ao luar uma só dança
Horas sem dormir em noites a fio
Desnudar o outro de fio a pavio
Enlaçar a vida com fitas de esperança

Saltar sem medir a profundeza do rio
Olhos nos olhos com emoção
Sempre que cair encontrar uma mão
Ao roçar de pele sentir o fascínio

O amor é e será um mistério
É o entregar da nossa razão
É dizer sim e dizer não
É olhar-mos de frente sem nenhum desvio

É conseguir preencher o vazio
Que o tempo abriu em socalcos negros
É o sarar as feridas, apaziguar os choros
O amor és tu, que me resguardas do frio.

1 comentário:

Cria disse...

Intensamente belo ! Meu carinho.