Poemas declamados

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22 janeiro, 2010

«« Ver ««


Porque será que vemos
Apenas o que os olhos querem
Ver é o reflexo sem tingir
Luz, vida e realidade
Ver é o analisar constante
É nota de uma opera clássica
É fervilhar de sentimentos
Medidos com fita extensível
Ás necessidades do que vemos
Ver não é o que pretendemos
Que mais alguém veja
Ver, será que algum dia vi
O caminho aberto
Os muros em baixo
Os vultos ao longe
Daqueles que dizem que me vêem
Será que algum dia vi
Aqueles que devia ver
Ver é o reflexo da existência
Um caminho longo
Será que consigo que vejam
Será que consigo ver
Ver, porque será que vemos.

E o tempo porque parece cego?

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