Poemas declamados

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07 janeiro, 2010

«« Esperança ««


De que serve a dor, porquê o choro sem ter lágrimas
Secaram-se num dia de Maio, o chão as engoliu
Os lírios murcharam, e as aves fugiram, ninguém as viu
O sol tapou-se nesse momento, foi dia de eclipse

Mas, após o breu gélido, a vida voltou e sorriu
Sabes meu amor, nem sempre as rosas florescem
Nem sempre as nuvens enegrecem
As rosas caiem antes de abrir, as nuvens ficam brancas

Como branca é a flor da oliveira
Sabes meu amor, a vida é sobranceira
Mas, a luzerna de sol engrandece o dia
Ao virar da esquina, uma porta aberta

Sabes meu amor, a seguir ao eclipse
As aves, voaram pelas janelas escancaradas
Os prados verdejantes lhes deram de oferta
A seiva da vida, em esperança renovada

Júlia Soares. ( pseudónimo )

2 comentários:

Cria disse...

Maravilhosa composição ! Beijos.

Ricardo disse...

Ola Toininha! Sou eu o Ricardo, prometi que cá vinha e aqui estou.
É para mandar um beijinho grandi e que continue sempre a escrever! Já agora, belo poema!