Poemas declamados

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01 fevereiro, 2010

«« Realidade ««


Porque será que a realidade, se
Sobrepõe à vontade ao sonho e ao crer
Chega fria e sinistra, sem sequer dizer
Acautela-te, aqui estou com leviandade

Vou manipular-te, visto-me de vaidade
E tu, não passas de ventania a bater
De encontro ás minhas fantasias, o teu ver
É mera passagem tão leve como a aragem

Que se esvai sem retorno, a realidade
É assombração, chega sem avisar
É água gelada, é dia não em alto mar

A realidade por vezes colhe a vontade
De seguir em frente, turva o olhar
Mas, só nos comanda se a gente deixar.

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