Poemas declamados

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12 fevereiro, 2010

«« Pergunta à noite ««


Pergunta à noite ou então pergunta-me a mim
Ambas te responderemos que a solidão
Vagueia pelo Alentejo em combustão
É a sina das gentes que nasceram aqui

Pergunta à noite ela te falará assim
O sangue que desliza no vento suão
É o meu e o teu, é o de um milhão
De sonhos, e sorrisos que vagueiam e por fim

Se cruzam na planície velha e cansada
Mas mesmo assim consegue virar a página
Em cada gota de água tresmalhada

Pelo agreste do frio que nos gela a alma
Pergunta-me a mim, eu te direi que a ausência
Por vezes é a força que me trás átona

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