Poemas declamados

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11 fevereiro, 2010

«« Cair da noite ««

Se eu dissesse que não tenho saudades
Mentia, não te mentia a ti, iludia-me a mim
O dia parece maior, as flores murcharam, enfim
Como murchou o rir daquela que conheces

Mas, porque haveria de rir, talvez penses
Porque as mulheres devem rir, imagino-te sim
Olhando o dia desgastado, venha depressa o fim
Que a noite caia, e um apagão destrua as cores

Que envolvem a cidade, talvez encubram
A gélida realidade, a tua, e quem sabe a minha
Que o escuro tape o lado funesto, que cubram

As estrelas que teimavam em cintilar
No meu olhar, aquele com que te olhei
Ao mesmo tempo em que entreguei o meu acredita