Poemas declamados

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07 dezembro, 2008

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Uma cadeira, uma folha de papel
A rima que não chega
Para escrever a granel

Jorram palavras soltas
Em sílabas de imaginação
Depois de tantas voltas
O verso não sai, frustração

Imagina-se a composição
Quadras soltas, a solução
De repente em turbilhão
Nasce um verso atrás do outro
Acelera a respiração
O poeta ficou louco

Noite fora meio trôpego
O poeta vai escrevendo
Versos de raiva, de amor
De dor ou paixão
E em cada palavra escrita
Vai deixando o coração

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