Poemas declamados

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18 dezembro, 2008

««Ausência««


Quando o amor
Trás com ele a ausência
Faz-nos perder a paciência
Tira-nos do sério
Perde a graça o mistério

Ficamos presos na saliência
Entre a realidade e o critério

Pior quando o amor é caso sério
Ficamos pasmados, meio desengonçados
Arreliados, ás vezes irados

Porque o amor
Esse ser abrasador
Arde com acendalhas de pavor

Pavor de não agradar
De deixar de gostar
De desapontar, porque não
Nestas coisas do coração
Tudo acaba em transfiguração

Basta o outro nos olhar
Com olhinhos a saltitar
E quase choramos de emoção
Digam lá
Se tenho ou não razão.