
Esvaziei-me de tudo
Principalmente de mim
Esvaziei-me
Do crer, do fazer, do sentir
Ao ficar assim vazia
Virei uma marioneta
Sem vontade sem hora certa
Afinal o que me resta
Uma folha de papel
E uma caneta meio gasta
Virei uma marioneta
Sem vontade sem hora certa
Afinal o que me resta
Uma folha de papel
E uma caneta meio gasta
São meus amigos fieis
Umas vezes são meigos
Outras são tão cruéis
Umas vezes são meigos
Outras são tão cruéis
Esvaziei-me da dor
Esvaziei-me do rancor
Da culpa, da nostalgia
Esvaziei-me de amor
E até da alegria
Esvaziei-me do rancor
Da culpa, da nostalgia
Esvaziei-me de amor
E até da alegria
Assim terminei o dia
A noite está a chegar
A uma folha de papel
Minhas mágoas vou contar.
A noite está a chegar
A uma folha de papel
Minhas mágoas vou contar.
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