Poemas declamados

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26 dezembro, 2008

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De ausências a vida se escreve
A principal é a incerteza
Se gostam de nós, nem que seja ao de leve
Como leve é a bruma da humana natureza

De ausência se escreve um poema
Ausência de rima, de realeza
Mas a demência da escrita é tão breve
Que voa depois de nós, tal a leveza

Nesta ausência fica-nos a certeza
Quando deste mundo partir-mos
Viramos pó, que estranheza

Nesse dia um grito de pobreza
No choro de quem ficou
De quem nos esqueceu um dia
E só agora se lembrou.

Antónia Ruivo

1 comentário:

ANTONIO CAMBETA disse...

ESTIMADA POETISA, ENTREI EM SEU BLOG E ADOREI ESTE MARAVILHOSO POEMA.
SOU IGUALMENTE UM ALENTEJANO, EBORENSE, VIVENDO NA CHINA.
ASSINEI TAMBÉM O LUSO-POEMAS MAS SAI EM SETEMBRO DO CORRENTE ANO.
PORÉM, NOS BLOG DO LUSO PODERÁ IR VENDO O QUE CONTINUO ESCREVENDO.
UM FELIZ ANO E QUE ESTE LHE TRAGA TUDO O QUE MAIS DESEJAR E QUE A POESIA LHE TRAGA A FORÇA E O AKOR QUE A VIDA PRECISA.
http://cambetamacaubangkok.blogspot.com

http://cambetapoeta.blogspot.com

Um abraço amigo