
Queria atingir a perfeição
Pobre demência, parda utopia
Tantas réstias de ilusão
Aliadas à fantasia
Quem diria…
A uma criança revolta, que mulher adulta
Continuaria a buscar palavras de encantar
Para poder rimar versos de causa torta
Será que depois de morta
A perfeição atingi
Nessa altura pouco importa
Sabendo que sempre vivi
Procurando a perfeição
Em todas as coisas que vi
Em todos, a quantos sorri
Mas nunca no que escrevi
Nem naquilo que senti.
Parda utopia de mim.








