
Há papoilas coloridas
Até onde a vista alcança
Mais adiante as Margaridas
Cobrem a terra de esperança.
Querem ensaiar uma dançaAté onde a vista alcança
Mais adiante as Margaridas
Cobrem a terra de esperança.
As cegonhas na sua andança.
À caricia do vento,
Meu Deus...Como tenho esperança
Ao olhar os campos neste dia.
À caricia do vento,
Meu Deus...Como tenho esperança
Ao olhar os campos neste dia.
É Primavera... Que trás alegria,
E ao Alentejo a fantasia.
Já revivo com nostalgia
O cheiro do Poejo,
Embalada na melodia
Da água fresca no ribeiro.
Na sombra do velho sobreiro
Há uma penumbra ligeira
E o rebanho agora ao calmeiro
Dorme na ribanceira.
O pastor também dormita
A seu lado está a rafeira
Que o rebanho vai vigiando.
Uma cotovia canta ligeira,
No seu canto os vai embalando.
É assim que vou memorando
O meu tempo de criança,
Pelo terra vou andando
Sons e cheiros na lembrança.
A seu lado está a rafeira
Que o rebanho vai vigiando.
Uma cotovia canta ligeira,
No seu canto os vai embalando.
É assim que vou memorando
O meu tempo de criança,
Pelo terra vou andando
Sons e cheiros na lembrança.
Lembro a eterna dança
Do trigo ondulante,
Lembro o som da Garça
No sobreiro verdejante.
As minhas gentes com esperança
Debaixo do sol escaldante.
E penso se o viajanteDo trigo ondulante,
Lembro o som da Garça
No sobreiro verdejante.
As minhas gentes com esperança
Debaixo do sol escaldante.
O Alentejo consegue ver.
Se entende o amor errante
De quem na planície quer morrer!
Se entende o amor errante
De quem na planície quer morrer!
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