Poemas declamados

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19 outubro, 2007

Menino Pobre


Repara naquela criança
Que brinca alegremente
Que nunca perde a esperança
De ser considerada gente

Parece que está ausente
Do seu mundo de pobreza
Esquece o estômago dormente
E a sua enorme fraqueza

Emana uma tal grandeza
Descalça foge da morte
Carrega no peito a certeza
De que um dia terá sorte

Num dia de vento norte
Sua vida irá mudar
Nem que seja para a morte
Seu corpinho vai descansar

Criança de triste penar
Que abraça a vida de frente
Pensa que Deus está a delirar
Pois esqueceu que ela é gente

Criança que ao ódio faz frente
Traz na alma escondida
Uma ilusão pendente
De que um dia muda de vida

1 comentário:

Emília disse...

PARABÉNS POR TUA SENSIBILIDADE.
ERA GENTE ASSIM QUE PRECISAVAMOS A GORVERNAR O PAÍS E O MUNDO.
QUANTAS CRIANÇAS POBRES!!?!!
DE QUALQUER RAÇA E EM QUALQUER LUGAR...
POBRES DE PÃO E SOBRETUDO POBRES DE AMOR.