03 janeiro, 2008

««Um feliz 2008 »»





Ano novo…


Ano novo já chegaste
Que será que tens de novo?
Será que carregaste?
As ilusões do povo

Ano novo, ano novo
Todos riem de alegria
Porque será que me comovo
Quase sempre neste dia

Não acham que tem ironia
O começo do novo ano
Onde reina a fantasia
E a dor parece engano

Com o sair do velho ano
As dores ficam para trás
Tudo nos parece humano
De tudo somos capaz

Mas volta uma força sagaz
Que o mundo sempre comanda
E quase sempre nos faz
Descer à terra, ou viver na esperança !!!

25 dezembro, 2007


De manhã ao acordar
Ao olhar pela janela
Vi duendes a cantar
Uma melodia tão bela

Vi estrelinhas a brilhar
Bem no alto do pinheiro
Vi anjos a preparar
O primeiro de Janeiro

Vi crianças a brincar
Ausentes de tudo o mais
Vi o mundo a despertar
Do mais belo dos Natais

Ao Pai Natal acabei de encomendar
Um saco de alegria
Para aos meus amigos dar
Um pouco de fantasia

19 dezembro, 2007

Natal



Natal que bom seria
que não fosse só em Dezembro.
Devia ser todos os dias
A todas as horas, a qualquer momento.

Natal que vai morrendo...
A cada ano que vai passando.
Que será que estão querendo...
Os que no mundo estão mandando.

Não vêm que estão acabando
com o que de bom a vida tem.
O mundo está soluçando...
Ninguém quer saber... de ninguém!

É tempo de ir mais além...
Natal do menino Jesus.
Que nasceste em Belém.
E morreste numa cruz!

13 dezembro, 2007

Mundo perdido


As dores do mundo eu queria tomar
Queria atá-las num laço apertado
Num rio profundo as ia deitar
E o homem podia dormir descansado

Neste velho mundo cansado
Entre guerras, fome, e dor
É tão difícil passar ao lado
Do mendigo que só quer amor

Do velho que esconde a dor
Num triste sorriso sem graça
Tentando conter o clamor
Do grito que cala com raça

Velhos e meninos sentados na praça
Vão estendendo a mão, pedindo o pão
A quem por eles com pressa passa
E nem os olhos levanta do chão

Será que o passante não tem coração
Ou será que se esqueceu de dar
Será que vive na ilusão
DE QUE NUNCA IRÁ PRECISAR!!!!!!!!!

Ser


Simples …

Sou simples ou simplesmente
Sou filha da simplicidade
Sou igual a tanta gente
Que só busca a felicidade

Sou simples na forma de estar
Não gosto de ostentação
Sou simples na forma de amar
E de entregar o coração

Vivo a vida com paixão
Gosto de causas perdidas
Ando sempre em turbilhão
A deitar contas à vida

Vivo de forma sentida
O belo que a vida tem
Gosto de entrar na corrida
E não atropelo ninguém

Acho que não ando perdida
Que sei o caminho certo
Nunca me dou por vencida
Nas areias do deserto

09 dezembro, 2007

sem titulo


Mulher que ser estranho
Há dias que me sinto assim
Não tem peso nem tamanho
As duvidas que trago em mim

Correm os dias sem fim
E eu correndo a galope
Vou correndo por aí
Como quem foge da morte

A mulher deve ser forte
Quem de tal se lembrou?
Depende da sua sorte
E das lutas que travou!!

Amizade


A amizade verdadeira
Não tem peso nem medida
Nasce para a vida inteira
Só precisa ser polida
Quando aparece na nossa vida
E entra de forma brejeira
Só precisa ser sentida
De uma ou de outra maneira
A amizade verdadeira
Nunca pede para entrar
Aparece à nossa beira
E acaba por ficar
E acaba por ficar
Umas vezes silenciosa
Outras vezes a gritar
Mas sempre de forma airosa
Deixa um cheiro a rosas
Ou será a flores do campo
É tão bonita e vistosa
Quando nos cobre com o seu manto
Nunca a deixes num canto
Numa gaveta sombria
Ela gosta de ser beijada
E de ver a luz do dia
Amizade eu sabia
Que vieste para ficar
Fazes parte do meu dia
Nem precisas de falar…

26 novembro, 2007

Renascendo


Já sentiram um arrepio no corpo
E ao mesmo tempo uma doce ternura
Já sentiram na boca o gosto
A fruta da época madura

Já se deram de forma segura
Como se fosse a primeira vez
Num entregar de branca candura
Ao amor que nasceu outra vez

Já esqueceram a sensatez
Que os anos vieram trazendo
Até esqueceram os porquês
E ao amor se entregaram querendo

Não pensem no que estão fazendo
Se entreguem de corpo e alma
Pois de novo estão aprendendo
A viver a vida e a amá-la…

Cantar Alentejano


O cantar Alentejano
De uma beleza tão pura
No seu todo mano a mano
Canta a terra e a bravura

Na sua doce brandura
O cantor eleva a voz
Vai cantando a amargura
Que herdou dos seus avós

Na memória de todos nós
Os que no Alentejo nasceram
Ficou gravada a voz
Dos que pela terra morreram

Dos que pela terra viveram
A lutar pela liberdade
Mas acho que já esqueceram
Esses tempos de ansiedade…

22 novembro, 2007

Para ti menino


Hoje olhei para ti
Menino que moras na rua
Com a dor dentro de mim
Menino de vida nua

Menino que vida a tua
Que vives na escravidão
Já conheces essa rua
Como a palma da tua mão

Onde mendigas o pão
E a fome vais enganando
Onde foges da repressão
E na vida vais andando

Teus olhos estão a gritar
O quanto já sofreste
Ninguém parece notar
Que ainda hoje não comeste….