Poemas declamados

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29 setembro, 2007

Papel em branco


Papel que sorris para mim
Num gesto de cumplicidade
Vou deixar-te pedaços sem fim
Das memorias da minha saudade

Há uma tão grande verdade
Naquilo que te vou dizer
Que toca a insanidade
E dou por mim a escrever

E é quase a correr
Que escrevo sem parar
Papel que não sabes ler
Mas  segredos sabes guardar

Segredos me vens arrancar
De uma maneira suave
Que me levas a divagar
Com uma ponta de vaidade

Só a ti digo a verdade
Sem receios e sem pudor
É tão grande a intimidade
Com que te falo de amor

E ao falar-te de amor
Papel meu grande amigo
Deixo um pouco de cor
Nas verdades que te digo

Vou partilhar contigo
Meu sonho de criança
Ficou no tempo esquecido
Mas nunca perdeu a esperança

Nunca perdeu a esperança
De sair do cativeiro
É com toda a confiança
Que a ti me dou por inteiro

3 comentários:

Antonio disse...

O papel em branco e as suas duvidas são o refugio para a relatividade do der humano e da sua vida. Acreditamos mas mas temos sempre um vazio que nos enche. ás vezes sentimos que nos abre buracos, mas não será um buraco uma parte de nós? O vazio não é uma uma forma de preenchimento. Que diferença faz ter um vazio ou ter algo que ocupa? Somos nós que fazemos essas diferenças, elas não existem. Estamos sempre plenos.........EIN

Mário Matos disse...

Que seja para continuar... Muito bem escrito.
Parabéns.

Luis disse...

Gostei sinceramente, obrigado por me dar a conhecer e partilhar este cantinho, onde certamente virei muitas vezes.
Por favor, não desista nunca. Está magnifico.

Adorei

Luis