11 setembro, 2008

«« Regresso««


Nos meses de verão
Andei desligada
Fiquei afastada
Mas não esqueci não
Pelo sol atordoada
Estou de volta, pois então

A todos os que aqui entram
Eu quero agradecer
Vocês me fazem escrever
Não sei se o sei fazer
Mas escrevo com o coração
Vocês me dirão
Se o sei fazer ou não!!

11 junho, 2008

«« Santo António ««


Anda dai vem cantar
Vem brincar com alegria
Vamos correr e saltar
Até ao nascer do dia

Entra na romaria
Deste santo popular
Que às moças prometia
Casá-las no seu altar

De quem estou eu a falar
Do Santo António, pois então
Santinho tão popular
Que trago no coração

De alcachofra na mão
A fogueira vou saltar
Pedindo o teu coração
De manhã ao acordar

Se a alcachofra despontar
Está aceite o pedido
Santo António vai-nos casar
Como tinha prometido

09 maio, 2008

«« Escrevendo ««


É fácil escrever sobre o amor
É o meu tema de eleição
Amor rima com dor
Vivem em perfeita união

E escrever sobre a dor
Mais fácil se torna então
Dor rima com pavor
E ao rancor dá a mão

Agora escrever com paixão
Sobre temas do dia a dia
Nem imaginam a confusão
Que isto me fazia

Mas, escrevia, escrevia
Sobre a guerra, sobre a fome
E aquilo que sentia
Nos meus versos tinha nome…

07 maio, 2008

«« Feliz aniversário ««


Ao romper da alvorada
Um choro se ouve então
Nasceu um filho amado
Entre tanta agitação

Foi assim pois então
Que ao mundo disseste
Bom dia!
Encheste-me de emoção
De muita luz e alegria

Ao mesmo tempo que crescias
Meus sonhos cresciam contigo
Atenta ao que fazias
Meu menino, eras um perigo

O sol nasceu contigo
De olhos virados prá lua
Não te esqueças meu querido
Que esta vida é só tua
Hoje segues o teu destino
A vida que sonhas ter
Nunca saias do trilho
Que traçamos ao nasceres.

03 maio, 2008

«« Para todas as mães ««


Mãe essa mulher sagrada
Quase sempre tão amada
Umas quantas vezes maltratada
Mas, para o bem, e o mal.
É Mãe…


Mãe sou eu, és tu
É aquela que chorou
E que as lágrimas enxugou
Por um filho aos pés da cruz


Mãe
Mulher que deste a vida
Aos filhos que são teus
Quantas vezes estás perdida
E ergues as mãos para Deus


Aos filhos que Deus te deu
Tu dás tudo de ti
Quantas vezes Ele percebeu
Que em vez de chorares, sorris…

«« Gosto ««


Gosto porque gosto
Do teu jeito de ser
Gosto porque gosto
Do teu modo de ver


Do teu modo de dizer
O que eu quero ouvir
Do teu modo de entender
Tudo o que estou a sentir


Teus olhos parecem rir
Quando me ouves calado
Dos sentidos a sentir
No gosto de um beijo trocado


Gosto do sabor a pecado
Quando me apertas assim
Gosto do beijo roubado
Tudo porque gosto de ti

«« Velhice ««


A outra forma de ver
Recordando a meninice
E o que ao mundo veio fazer

Hoje sabe dizer, o velhinho sabedor
Que neste mundo o saber
Não tem preço nem valor
Assim como o bom pastor
O velhinho tão cansado
Vai-nos ensinando o valor
De não viver apressado
O jovem não entende o recado
A mensagem não agradece
Está de olhos tapados
Pensando que não envelhece
Mas ao jovem acontece
E descobre que já tem rugas
E quando a velhice aparece
A vida fica difusa
Quando esquece a parte confusa
O jovem virou velhinho
E continua com a luta
De ao jovem ensinar o caminho…

25 abril, 2008


Um cravo na espingarda
Numa madrugada
A esperança renovada
Ao romper da alvorada
Naquele mês de Abril
A Nação foi libertada
Nas ruas eram mais de mil
Com cravos na espingarda
A uma só voz foi cantada
Grândola vila morena
A ditadura foi derrubada
O Povo é quem mais ordena

«« Olhar de mulher que passa««

Linda mulher que vais a passar
Olhar altivo, olhando a rua
Olha a mulher que está a chorar
Que tem uma vida diferente da tua

Aquela mulher que é da rua
Todos os dias é humilhada
Sem sorte na vida e quase nua
Sempre agredida e maltratada

A mulher que é obrigada
De sol a sol a trabalhar
Pelo senhor é escravizada
E não tem como se libertar

A velhinha que está a chorar
De olhar vazio, num banco sentada
Tantos os anos a labutar
Agora, está ali, abandonada

A menina que é violentada
Lá longe num país distante
Pelo sexo é escravizada
Fingem não ver, os governantes

Hoje tal como antes
A mulher continua a sofrer
E no mundo os governantes
Continuam sem nada fazer

Quantas mais precisam morrer
Para o dia oito deixar de existir
Todos os dias são da mulher
Pois só ela tem o dom de parir

Neste dia eu vou fingir
Que está tudo bem, que não há mordaças
Não sei se vou chorar ou rir
Olhando a mulher que passa com graça

Coberta de peles, o choro disfarça
Olhar altivo, fingindo não ver
A outra mulher que está na praça
Que de tanto frio, está a morrer…

………………… versos escritos no dia 8 de Março 2008, ao ver os telelejornais e a forma como o tema era abordado….triste!

10 abril, 2008

«« começo ««


Vou ou não vou?
Vens cá tu, ou vou lá eu?
Com esta duvida estou
Desde que amanheceu


O pensar que isto me deu
Assim passou o meu dia
O meu mundo escureceu
Ao pensar que me não queria
O filme que eu fazia
De um amor a despontar
O Cupido é que se ria
Depois de a seta mandar

E foi um tal acertar
Que atou um laço apertado
Nosso amor a gatinhar
Para sempre lado a lado…