16 dezembro, 2008

«« Vidas««


Vidas retalhadas, desnudadas
Com as vísceras dilaceradas
Pela essência da demência
Pelas horas trocadas
Os minutos, os segundos
Encalhados num oceano profundo

Vidas encalhadas
À espera de não sei o quê
Que haja hora, que seja agora
Este mês, ou talvez para o ano
Vidas de desengano
Num mundo tirano

Criado por nós, por nossos avós
Que inventamos
Que quando amamos
Jamais estamos sós.

14 dezembro, 2008

«« Não perguntes porque te amo««


Recados e Imagens - Flores - Orkut

Recados, Gifs e Imagens no Glimboo.com


Não perguntes porque te amo
Não olhes para mim assim
Como se quisesses arrancar
Algum pedaço de mim

Não me perguntes porque te amo
Ao amor nada se exige
Ama-se apenas
Como se nada mais existisse
Como se o mundo ruísse
E o paraíso subsistisse

Não, não perguntes porque te amo
Amei-te assim que te vi
Numa longínqua manhã
Renasci, aprendi a gostar
O significado do verbo amar
Contigo aprendi.

12 dezembro, 2008

««Mesmo louca escreverei««


Escrevo e rescrevo
Escrevo sem parar
Como se de mim me quisesse afastar

Está doida dirão
Estou louca, direi
Mesmo louca escreverei

Escrevo pró meu amor
Escrevo do meu amor
Da minha dor , de sangue, de cor
Escrevo com pavor
Da noite fria, escura como breu
Sem ter nada de meu

E depois
Tenho tanto que escrever
Assim alguém me queira ler

11 dezembro, 2008

«« Manuel de Oliveira««


Manuel de oliveira
Assim o mundo o conhece
Em todos os seus filmes
Sua alma transparece

Parabéns ao cineasta e ao homem.

10 dezembro, 2008

««O som do silêncio««


Um barulho na escuridão
Passos leves, despercebidos
Será mulher, será homem
Não sei, deve ser imaginação

Quando se escuta o silencio
De uma casa sem ninguém
Tudo nos faz aflição
Até os passos de alguém

De alguém que passa na rua
No seu andar apressado
Minha imaginação flutua
Num ápice,caminha a seu lado

07 dezembro, 2008

««Poeta««


Uma cadeira, uma folha de papel
A rima que não chega
Para escrever a granel

Jorram palavras soltas
Em sílabas de imaginação
Depois de tantas voltas
O verso não sai, frustração

Imagina-se a composição
Quadras soltas, a solução
De repente em turbilhão
Nasce um verso atrás do outro
Acelera a respiração
O poeta ficou louco

Noite fora meio trôpego
O poeta vai escrevendo
Versos de raiva, de amor
De dor ou paixão
E em cada palavra escrita
Vai deixando o coração

««Amigos fieis««




Esvaziei-me de tudo
Principalmente de mim
Esvaziei-me
Do crer, do fazer, do sentir

Ao ficar assim vazia
Virei uma marioneta
Sem vontade sem hora certa
Afinal o que me resta
Uma folha de papel
E uma caneta meio gasta

São meus amigos fieis
Umas vezes são meigos
Outras são tão cruéis

Esvaziei-me da dor
Esvaziei-me do rancor
Da culpa, da nostalgia
Esvaziei-me de amor
E até da alegria

Assim terminei o dia
A noite está a chegar
A uma folha de papel
Minhas mágoas vou contar.

06 dezembro, 2008

««Uma forma de amar««



Olho-te
És a luz na minha vida
Uma vida meio tingida
De cores pálidas, pardacentas


Encontro-te
Em vida de mil tormentas
Entre sombras que afugentas
Numa fonte de água fria
Cristalina, luzidia
Onde a sede se sacia


Quero-te
Num crer profundo e puro
Que eu te digo, eu te juro
Pode não haver futuro
O tempo pode parar
Que nunca deixarei de te amar.

02 dezembro, 2008

««Sonho««



Um dia sonhei
Divaguei
Ou simplesmente imaginei
Que caminhava na lua
Que seria tua
De alma nua

Dei-me sem pudor
Sem nada impor, esquecendo a dor
E dancei na rua
A dança do amor

Deste-me uma flor
De um perfume intenso
Com algum bom-senso
Foi o teu amor
Neste mar imenso

Quando adormeço
Já quase amanhece
Tudo se esquece
E num recomeço
O sonho acontece ………………. Nova versão Dezembro de 2008

««De que falam os teus olhos««


Falam os teus olhos
O que queres ocultar
Recados aos molhos
Por desvendar

Falam os teus olhos
De algumas negruras
De vidas fingidas
De dores sofridas
Com certa amargura

No meio da ternura
Que tens para dar
Falam os teus olhos
O que queres calar